Desinformação sobre vacinas da covid-19: plataformas online estão mais atuantes

2021-03-04 Facebook, Google, Microsoft, Twitter, TikTok e Mozilla, que assinaram o Code of Practice on Disinformation, foram mais atuantes durante o primeiro mês deste ano no que se refere às medidas tomadas para combater a desinformação nas suas plataformas sobre o coronavírus no mercado europeu. A garantia é dada pela Comissão Europeia, num comunicado onde refere os relatórios daquelas big tech.

Assim, a Google expandiu a sua funcionalidade de pesquisa, fornecendo informações e uma lista de vacinas autorizadas na localização do utilizador, em resposta a pesquisas relacionadas em 23 países da UE. O TikTok aplicou a etiqueta de vacina Covid-19 a mais de cinco mil vídeos na União Europeia. A Microsoft co-patrocinou a campanha #VaxFacts, lançada pela NewsGuard, fornecendo uma extensão de browser gratuita que protege contra a desinformação sobre as vacinas contra o vírus. E a Mozilla diz que a curadoria de conteúdos autorizados da sua aplicação Pocket (read-it-later) recolheu mais de 5,8 mil milhões de impressões em toda a UE.

"As plataformas online devem assumir a responsabilidade de evitar que a desinformação prejudicial e perigosa, tanto nacional como estrangeira, prejudique a nossa luta comum contra o vírus e os esforços de vacinação. Mas os esforços das plataformas por si só não serão suficientes. É igualmente crucial reforçar a cooperação com as autoridades públicas, os meios de comunicação social e a sociedade civil, para fornecer informações fiáveis", afirma Věra Jourová, Vice-Presidente da CE para os Valores e a Transparência.

A desinformação representa uma ameaça que precisa de ser levada a sério. Ena resposta das plataformas deve ser diligente, robusta e eficiente. Isto é particularmente crucial agora, quando estamos a agir para vencer a batalha industrial para que todos os europeus tenham um acesso rápido a vacinas seguras", acrescenta Thierry Breton, Comissário para o Mercado Interno.

Este programa de relatórios mensais das plataformas digitais foi recentemente alargado e continuará até pelo menos até junho. O objetivo é assegurar a sua responsabilização perante o público, estando em marcha discussões sobre a forma de melhorar ainda mais o processo.

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