Huawei sobe receitas em 23,2% no 1º semestre

2019-07-31 A fabricante chinesa está “mais sólida do que nunca”, garantiu Liang Hua, o seu chairman da Huawei na apresentação dos resultados semestrais do grupo. Graças a uma “gestão eficaz e um excelente desempenho em todos os indicadores financeiros”. A comprová-lo está a subida em 23,2% das receitas, para 401,3 mil milhões de yuans (52,3 mil milhões de euros), com uma margem do resultado líquido de 8,7%. Só as vendas de smartphones cresceram 24%.

De acordo com os dados da Huawei, o segmento de negócio carrier registou receitas de 146,5 mil milhões de yuans (19,10 mil milhões de euros), com um crescimento contínuo na produção e envio de equipamentos para redes sem fios, transmissão ótica, comunicação de dados, TI e produtos relacionados. Já assegurou 50 contratos comerciais 5G e enviou mais de 150 mil estações-base para mercados em todo o mundo.

No segmento de enterprise, o volume de negócios foi de 31,6 mil milhões de yuans (4,12 mil milhões de euros), continuando a desenvolver o seu portfólio em vários domínios, como cloud, inteligência artificial, redes de campus, data centers, Internet of Things e computação inteligente. Está presente em setores como serviços financeiros, transportes, energia ou automóvel.

Já no segmento de consumo, obteve 220,8 mil milhões de yuans (28,78 mil milhões de euros) de faturação entre janeiro e junho. A empresa adianta que vendeu 118 milhões de smartphones, mais 24% que um ano antes, além de um rápido crescimento ao nível dos tablets, PCs e wearables. Está ainda a alargar o ecossistema de dispositivos, no sentido de oferecer uma experiência inteligente mais integrada nos diferentes cenários de utilização. Até ao momento, o ecossistema dos serviços móveis da Huawei tem mais de 800 mil programadores registados e 500 milhões de utilizadores em todo o mundo.

“As receitas cresceram rapidamente até maio. Dada a base que estabelecemos no primeiro semestre do ano, continuamos a crescer mesmo depois de termos sido adicionados à lista de entidades do governo americano, o que não quer dizer que não tenhamos dificuldades pela frente. Temos e podem afetar o ritmo do nosso crescimento no curto prazo”, afirmou Liang Hua em comunicado.

O chairman assegura que o grupo vai “manter o rumo. Estamos totalmente confiantes no que o futuro nos reserva e vamos continuar a investir como o planeado – incluindo um total de 120 mil milhões de yuans (15,64 mil milhões de euros) em I&D este ano. Vamos superar estes desafios e estamos confiantes que a Huawei vai entrar numa nova fase de crescimento, depois de o pior já ter passado”.

Ainda assim, o líder da Huawei admitiu algo impacto no negócio do bloqueio dos Estados Unidos e se terem sido colocados na ‘lista negra’. Sobretudo no segundo trimestre do ano, especialmente na computação inteligente e nos negócios de consumidores e de servidores fora do mercado doméstico.

Desde que foi anunciado que o grupo estava na ‘Lista negra’ dos Estados Unidos, antecipava-se um maior impacto no nos negócios de consumo da Huawei, com a especulação de que perderia acesso aos fornecedores de software e hardware no ecossistema Android, como a Google, Intel, Qualcomm, ARM e Facebook. Apesar de o reconhecer, o chairman destacou que o negócio internacional de smartphones já recuperou para cerca de 80% dos níveis anteriores à lista negra. A sua resiliência na Europa, onde está a vender muitos smartphones e tem e 28 contratos assinados para equipamentos de rede 5G, explica a recuperação. A Huawei está ainda bem suportada pela sua posição dominante no mercado chinês, onde detém quase 40% de quota nos smartphones, uma fatia signifitativa do maior merdado mundial de smartphones.

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