Interatividade digital e IA mais sofisticada revolucionam empresas

2020-02-20 A convergência de várias tecnologias emergentes vai continuar a transformar profundamente as empresas e a forma de fazer negócios. E haverá cada vez mais sinergias entre as tecnologias digitais, a experiência humana e as cada vez mais sofisticada inteligência artificial. A conclusão é do "Tech Trends 2020", um estudo da Deloitte.

Nesta 11ª edição do estudo, que identifica as tendências tecnológicas com maior impacto nas empresas nos próximos 18 a 24 meses, antecipa-se uma crescente interatividade entre máquinas e pessoas, através de plataformas digitais que conseguem captar o contexto envolvente e ter uma resposta aproximada à de um ser humano. As novas ferramentas tecnológicas permitirão assim evitar a excessiva mecanização das respostas dadas pelos suportes tecnológicos nas empresas. Para facilitar a implementação das tecnologias, espera-se uma maior colaboração entre os diretores financeiros e digitais de cada organização, de forma a promover o financiamento de ideias inovadoras.

"A tecnologia é cada vez mais o principal elemento diferenciador dos negócios, sendo que à medida que surgem inovações cada vez mais poderosas, a sua presença e impacto aumenta. Os negócios melhor sucedidos serão os que conseguem combinar a tecnologia de ponta, como machine learning e IoT, com arquiteturas disruptivas e o talento adequado, para reinventar a forma como operam", salienta Rui Vaz, partner de Consultoria Tecnológica da Deloitte.

O Tech Trends 2020 destaca algumas das tendências que poderão criar novas oportunidades e desafios para as indústrias, nos próximos 18 a 24 meses. A começar pelos ‘digital twins', a ligação entre o físico e o digital. Com a tecnologia digital twin, as empresas poderão criar modelos virtuais cada vez mais sofisticados, que potenciam a otimização de sistemas, produtos e serviços, as organizações vão começar a integrar cada vez mais nos seus processos a tecnologia IoT, machine learning e infraestruturas informáticas avançadas para conseguir desenvolver novos modelos de negócio.

A arquitetura de sistemas vai tornar-se uma prioridade estratégica, quando as empresas começarem a redefinir o papel do arquiteto e torná-lo mais ágil, responsivo e colaborativo. Os arquitetos passarão, assim, a trabalhar de forma transversal ao negócio, juntamente com equipas de projeto não-técnicas, criando um importante fator diferenciador do ponto de vista da economia digital;

Outra tendência será a tecnologia ao serviço da ética e da confiança. As empresas começam a aperceber-se que a implementação de tecnologia pode ser uma oportunidade para ganhar ou perder confiança e, com isso, clientes e reputação de marca. Nos próximos anos, os CIOs vão, por isso, começar a atribuir importância à chamada ética tecnológica e criar processos que ajudem as empresas a resolver problemas éticos ligados às novas tecnologias.

O estudo destaca ainda as plataformas hiper-realistas. Para fazer face à excessiva mecanização nas interações digitais diárias, cada vez mais empresas estão a introduzir inteligência emocional nos seus sistemas tecnológicos, através de IA, como machine learning e reconhecimento facial e de voz, que conseguirá mais facilmente detetar e responder a interações humanas. Desta forma, será possível ter experiências digitais dotadas de emoção, que irão potenciar a ligação entre pessoas, sistemas, dados e produtos.

O poder financeiro e o futuro tecnológico é o último destaque do estudo. À medida que as empresas se tornam mais ágeis, os responsáveis financeiros terão de implementar novos modelos de trabalho, o que significa que CIOs e CFOs terão, em conjunto, de explorar como é que uma nova abordagem financeira poderá redefinir o futuro da inovação tecnológica.

"As tendências apontadas nesta edição do estudo vão contribuir ativamente para a disrupção de várias indústrias e redefinir o negócio e a forma de trabalhar ao longo da próxima década. O conhecimento das novas tecnologias e dos novos caminhos de inovação é parte importante do processo de tomada de decisão numa empresa e contribui para a sua diferenciação num ecossistema cada vez mais competitivo", destaca Nuno Carvalho, partner de Consultoria Tecnológica da Deloitte.

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