O Estado da União: digital e tecnologia são essenciais

2021-09-16 Prestes a celebrar os 30 anos do mercado único, a Europa tem que apostar num projeto que é visto como um motor do emprego e da competitividade, garantindo o progresso e a prosperidade. Por isso, tem que se apostar na soberania tecnológica da UE, depois das ambiciosas propostas apresentadas pela Comissão Europeia em 2020 para travar o poder das grandes plataformas e responsabilizá-las, para fomentar a inovação e para tirar partido do poder da IA. A mensagem vem da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no seu discurso sobre o Estado da União, um ponto alto da agenda europeia.
Sendo o digital decisivo, todos os estados-membros estão a reforçar os investimentos além do target dos 20% definidos no âmbito das verbas do Next Generation EU. O que "reflete a importância de investir na nossa soberania tecnológica europeia. Temos de duplicar para moldar a nossa transformação digital de acordo com as nossas próprias regras e valores", avançou von der Leyen.
Focando-se no tema dos semicondutores, "os pequenos chips que fazem tudo funcionar, desde smartphones e scooters elétricos a comboios ou fábricas inteligentes inteiras", considerou que "não há digital sem chips. E enquanto falamos, linhas de produção inteiras já estão a trabalhar a velocidade reduzida - apesar da procura crescente - devido à escassez de semicondutores. Enquanto a procura global explodiu, a quota da Europa em toda a cadeia de valor, desde a conceção até à capacidade de fabrico, diminuiu", destacando a dependência europeia da Ásia nos chips de última geração.
"Isto não é apenas uma questão de competitividade. Trata-se também de uma questão de soberania tecnológica. Por isso, vamos colocar toda a nossa atenção nisso", garantiu, anunciando o lançamento do novo European Chips Act, que permitirá ligar as nossas capacidades de investigação, desenho e teste de classe mundial e coordenar o investimento da UE e nacional ao longo da cadeia de valor.
Para a presidente da CE, o "objetivo é criar um ecossistema europeu de chips de última geração, incluindo a produção. Isso garante a nossa segurança de abastecimento e desenvolverá novos mercados para tecnologia europeia pioneira. Sim, esta é uma tarefa assustadora".
Outra área considerada essencial, numa perspetiva de defesa, é a cibersegurança. "Se tudo estiver ligado, tudo pode ser pirateado. Dado que os recursos são escassos, temos de agrupar as nossas forças", avisou, deixando claro que a Europa não de deve "contentar apenas em enfrentar a ameaça cibernética, mas também esforçar-se para se tornar um líder na segurança cibernética".
Por isso, defendeu os instrumentos de defesa cibernética deverão ser desenvolvidos na Europa. para isso, será necessário ter uma Política Europeia de Defesa Cibernética, incluindo legislação sobre normas comuns, de acordo com uma nova Lei Europeia de Resiliência Cibernética. E se ao nível da CE se pode fazer muito, os estados-membros terão de fazer mais. A começar por uma avaliação comum das ameaças e de uma abordagem comum para lidar com elas. A próxima Bússola Estratégica será um processo chave desta discussão., sendo que é preciso decidir como se poderão utilizar todas as possibilidades que já estão no Tratado.


Defendendo que primeiro é preciso consolidar as redes existentes


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Para alargar operação ao promissor mercado do social commerce


Considerando que a Europa é muito importante


Mantendo este nome apenas para a rede social


Para apoiar organizações dos setores público e privado