Paradoxo do trabalho híbrido: estratégias de resposta

2021-09-16 Há um paradoxo no novo paradigma do trabalho híbrido, pelo que são necessárias políticas e tecnologias ajustadas à flexibilidade, assim como uma reconstrução do capital social e da ligação à cultura da empresa. Os líderes empresariais terão de se transformar para atrair e reter talento de topo, à medida que as expectativas dos colaboradores evoluem. E as empresas que tiverem capacidade de adaptação e de inovação contínua terão a vantagem para competir, atrair e reter melhor o seu talento. A conclusão é de um estudo da Microsoft e da sua subsidiária LinkedIn.
"Os dados agora revelados mostram-nos que não há uma abordagem única ao trabalho híbrido, uma vez que as expectativas dos colaboradores continuam a mudar. A única forma de as organizações resolverem esta complexidade é abraçar a flexibilidade em todo o seu modelo operacional, incluindo a forma como as pessoas trabalham, os locais onde habitam e como abordam o processo de negócio", refere Satya Nadella, CEO da Microsoft, em comunicado
Tendo em conta que a transição para o trabalho remoto nos últimos 18 meses foi uma das mudanças mais significativas na cultura do trabalho desde a Revolução Industrial, o grupo realizou um estudo para perceber como é que esta mudança está a impactar as pessoas e as organizações. Satya Nadella e Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, apresentaram num evento online as principais tendências do trabalho híbrido e os desafios do futuro.
Os novos dados do "Work Trend", realizado aos colaboradores da Microsoft em mais de 100 países, revelam que 90% dos colaboradores diz sentir-se incluído na cultura da empresa. Num ano atípico e marcado pela pandemia, em que 160 mil pessoas estiveram a trabalhar remotamente e 25 mil novos colaboradores integraram remotamente a tecnológica, este dado demonstra que não é obrigatório as equipas estarem fisicamente juntas para se sentirem unidas e próximas.
Mas existem desafios contínuos no trabalho híbrido. Como mostra o relatório, colaboradores e managers têm diferentes opiniões relativamente às razões e opções pelo trabalho remoto ou trabalho presencial: 45% dos líderes planeia passar mais tempo no escritório, face a 39% dos colaboradores. E 58% dos colaboradores que planeia passar mais ou menos tempo no escritório fá-lo pela mesma razão: maior concentração.
Do total de inquiridos, as principais razões para a escolha do trabalho remoto são as deslocações (61%), equilíbrio da vida profissional (59%) e concentração (49%). Por sua vez, a escolha pelo trabalho presencial recai na colaboração com colegas (70%) e interação social (61%).
"Estes últimos dados revelam-nos que embora o trabalho híbrido seja complexo, devemos abraçar a flexibilidade, os diferentes estilos de trabalho e uma cultura de confiança para sermos bem-sucedidos. Na Microsoft, continuamos a aprender, a incorporar a flexibilidade e a melhorar as nossas soluções de forma a capacitar as pessoas pela forma como trabalhamos hoje e no futuro", diz Paula Fernandes, Diretora da Unidade de Negócio de Produtividade & Colaboração da Microsoft Portugal.
Para permitir uma melhor colaboração nas salas de reuniões, independentemente da presença física ou virtual dos colaboradores, a Microsoft anunciou uma nova categoria de câmaras inteligentes, com três tecnologias únicas: rastreamento do som das colunas através de IA, que permite às câmaras a utilização de áudio, movimentos faciais e gestos para detetar quem está a falar, ampliando a imagem da pessoa ativa; múltiplos streams de vídeo, que permitem que os participantes da reunião sejam colocados no seu painel de vídeo e reconhecimento de pessoas, que identificará e exibirá o nome do perfil dos participantes da reunião.
Ao combinar as câmaras inteligentes com a Visualização Dinâmica no Teams, os utilizadores terão, assim, experiências de reunião mais equitativas, onde todos se sentirão igualmente vistos e representados. Conforme as pessoas vão entrando nas reuniões, o Teams ajusta automaticamente os vários elementos, de forma a que os participantes remotos vejam a sala e o conteúdo com maior facilidade. Estes recursos estarão disponíveis para fabricantes nos próximos meses e serão lançados em atualizações no decorrer do próximo ano.
Lançará no início de 2022 o Cameo, uma nova experiência do PowerPoint que integra o feed da câmara do Teams na apresentação, permitindo ao apresentador definir como e onde quer aparecer no ecrã com os seus slides, oferecendo recomendações de layout para uma visualização otimizada. Também a funcionalidade speaker coach,q eu utiliza IA para partilhar, unicamente com o apresentador, orientações sobre o ritmo do discurso do utilizador, avisar se estiver a interromper alguém e lembrar para verificar a audiência, estará disponível no início de 2022.
A gigante adianta que as novas experiências de trabalho híbrido no Outlook começarão a ser implementadas também no início do próximo ano, como o planeamento de quem ou como vai estar presente numa reunião é fundamental e o novo recurso RSVP do Outlook permitirá aos convidados especificarem se vão participar presencialmente ou online.

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