Próxima revolução criativa assenta na tecnologia e marcas

2019-07-25 As pessoas e as organizações estão a refletir sobre o que realmente pretendem, como resultado da explosão da desordem digital que resultou de duas décadas de acelerado crescimento tecnológico e da inovação. Trata-se de uma verdadeira mudança de mentalidades, com grandes implicações, mas que cria enormes oportunidades para as organizações inovarem na experiência do cliente. O estudo Fjord Trends 2019, da Accenture, garante que a revolução criativa terá que assentar numa nova relação entre a tecnologia e as marcas.

A consultora defende neste trabalho que é tempo de fazer um balanço e repensar produtos, serviços e experiências que as pessoas realmente querem e valorizam. Anos de investimento em inovação deixaram os clientes inundados e sobrecarregados, em consequência das constantes exigências de tempo e atenção. Por isso, pessoas e organizações refletem sobre o que realmente valorizam, rejeitando produtos e serviços que não atendem às suas necessidades, o que está a mudar a natureza das relações com a tecnologia e as marcas.

Este relatório, uma previsão anual sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e do design, analisa o que as pessoas querem e valorizam e introduz um novo paradigma no design, colocando o valor humano novamente no centro da inovação.

“O mundo digital está num momento de limpeza profunda: é altura de decidimos se algo ainda tem valor e relevância para as nossas vidas. O digital é agora tão amplamente utilizado que já não é novo. Na tentativa de remover o desnecessário, as pessoas estão a ser mais seletivas nos produtos e serviços que incorporam diariamente nas suas vidas, escolhendo desligar, cancelar a inscrição ou participação se a troca de valores não for mútua. Nunca antes a responsabilidade do design foi tão importante”, diz Mark Curtis, co-fundador e chief client officer da Fjord.
“As organizações que proporcionem valor e relevância não apenas para os indivíduos, mas também para o mundo, serão as de maior sucesso, A criação de valor não será gerada apenas por um maior, mas também por um melhor crescimento. De acordo com a nossa missão de criar, construir e executar as melhores experiências para os nossos clientes, acreditamos que as tendências deste ano apoiam o nosso princípio orientador de que as melhores experiências são as que tornam a vida das pessoas mais simples, mais produtiva e com mais significado”, acrescenta Brian Whipple, CEO da Accenture Interactive.

O relatório das Fjord Trends 2019 analisa sete tendências que devem moldar a experiência da próxima geração e disponibiliza conselhos práticos para as organizações se prepararem para as oportunidades futuras:
- Silence is gold: o sentimento de sobrecarga tornou-se um problema de saúde. Ao abraçar um design consciente, as marcas precisam encontrar formas de chegar aos seus consumidores que anseiam tranquilidade, num mundo ruidoso;
- The last straw?: chega de conversa. As pessoas esperam que os produtos e serviços tenham uma estratégia de sustentabilidade e vão rejeitar aqueles que não a incorporem na sua missão.
- Data minimalism: pessoas e organizações discordam sobre o valor dos dados pessoais. Será a transparência a chave para colmatar a lacuna?
- Ahead of the curb: de scooters elétricas a drones, a mobilidade urbana tornou as cidades no vale tudo. É hora de combater a desordem com ecossistemas unificados que atendam às necessidades em tempo real.
- The inclusivity paradox: 2019 tem sido um ano de alerta para a necessidade de ouvir diversas vozes. Mas como podemos comunicar para todos sem, inadvertidamente, excluir outros? As organizações devem ajustar o seu mindset para atender à procura por uma verdadeira inclusão.
- Space odyssey: espaços de trabalho e retalho precisam de uma reforma digital. Está na hora de repensar as nossas abordagens e ferramentas para redesenhar espaços.
- Synthetic realities: vivemos num mundo novo, no qual a realidade é produzida e sintética. A troca de rosto e a simulação de voz criam realidades mais verossímeis, que as empresas precisam de descobrir como capitalizar - e como gerir os seus riscos.

“Até agora nunca tínhamos visto tantas oportunidades para um design consciente e com significado numa grande diversidade de áreas. Estamos à beira de uma revolução criativa: a oportunidade de repensar produtos e serviços para cuidar do mundo em que vivemos e das pessoas”, destaca Pedro Pombo, Managing Director da Accenture Digital em Portugal.
O relatório recorre ao pensamento coletivo dos mais de mil designers e developers da Fjord, em 28 estúdios à volta do mundo. A análise anual baseia-se em observações em primeira mão, investigação baseada em evidências e projetos com os clientes.

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