CTT registam prejuízos no primeiro semestre do ano

2020-08-06 Os CTT passaram dos lucros aos prejuízos. No primeiro semestre do ano, o operador postal apresentou um resultado líquido negativo de dois milhões de euros, quanto um ano antes tinha obtido lucros de 9 milhões. O grupo justifica este resultado com a evolução negativa do EBIT, embora parcialmente compensada pelo comportamento positivo do imposto sobre o rendimento.

No total, os rendimentos operacionais ficaram em 349,2 milhões de euros, com um reduo de 1,6%, embora apresentando crescimento em todas as áreas de negócio, à exceção do Correio. Num contexto de pandemia, a área de expresso e encomendas registou o valor de rendimentos mais alto de sempre, com um reforço de 16,9%, e o maior EBITDA dos últimos cinco anos no segundo trimestre.  Também as áreas de negócio de Banco CTT, que registou um crescimento homologo de 63%, e dos serviços financeiros e retalho, que cresceram 1,2%, contribuíram os rendimentos operacionais.  O EBITDA foi de 33,4 milhões de euros, com um recuo de 28% face ao mesmo período de 2019, fortemente impactado pelo Correio e Outros.

"Foi com enorme responsabilidade que os CTT assumiram a missão de apoiar o funcionamento da economia neste difícil contexto para as empresas e para as pessoas, mantendo a operação a funcionar, mas garantindo a segurança de todos os trabalhadores e cumprindo todas as recomendações das autoridades. Soubemos reagir e lançámos uma série de serviços digitais inovadores, dos quais destaco o CTT Comércio Local, o Criar Lojas Online e as Feiras e Showrooms no Dott, apoiando a transição digital das empresas, com especial ênfase nas PMEs, e dos pequenos comerciantes. Estas iniciativas permitiram que o segmento de Expresso registasse o melhor EBITDA trimestral dos últimos cinco anos", diz João Bento, CEO dos CTT, no comunicado.

A área de negócio de Correio foi muito afetada pelo confinamento e pelo arrefecimento da economia a partir de meados de março e até maio, em consequência da COVID-19. O que implicou a redução do horário de funcionamento das lojas  e se traduziu numa menor procura de serviços B2C. Também no segmento B2B se verificou uma redução da atividade, com particular destaque para a banca e utilities e, ainda, da Administração Pública pelo encerramento ou suspensão da atividade de diversos organismos públicos e preparadores de correio. Assim, os rendimentos operacionais de Correio registaram uma queda de 13,7%, para 202,8 milhões de euros.

Os rendimentos operacionais de Expresso e Encomendas atingiram os 85,1 milhões de euros no primeiro semestre. Só no segundo trimestre de alcançaram 47,8 milhões de euros, um aumento de 11,7 milhões de euros (+32,5%) face ao trimestre homólogo de 2019, que evidencia o forte crescimento conseguido neste período, em que a empresa aumentou de forma consistente e significativa as entregas B2C.

Já no que se refere ao B2B, o primeiro semestre ficou muito marcado pelo efeito da pandemia, sendo que entre o final de março e o início do mês de abril foram particularmente afetados pelas restrições impostas à maior parte dos setores da economia. Essas restrições tiveram um forte impacto no perfil de envios, tendo-se verificado uma redução do tráfego B2B, quer de encomendas quer de carga, ainda que, em contraponto, se tenha assistido a um forte crescimento da atividade de e-commerce. Já os rendimentos do Banco CTT atingiram 38,4 milhões de euros no primeiro semestre, dos quais 11,2 milhões de euros provenientes da 321 Crédito, adquirida em maio de 2019.

Os CTT antecipam uma "manutenção da dinâmica positiva das alavancas de crescimento da empresa", embora prevendo que o correio tenha quebras nas correspondências (extratos) e no correio publicitário, que deverão conduzir a uma queda de dois dígitos do tráfego de correio endereçado. Antecipa-se ainda um desempenho continuadamente positivo do Expresso e Encomendas, do Banco CTT e dos Serviços Financeiros. Sendo que o Expresso e Encomendas deverá manter-se como o principal motor de crescimento, impulsionado pela continuada progressão do comércio eletrónico, em aproximação da média dos mercados desenvolvidos, e pelo contínuo aumento de quota de mercado.

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