Impresa vê lucros caírem quase 95% até junho

2020-07-31 O grupo Impresa encerrou o primeiro semestre do ano com um resultado positivo de 178,2 mil euros, evidenciando um recuo de 94,9% face ao mesmo período de 2019. As receitas desceram 12%, para 78,4 milhões de euros, impactadas pela quebra da publicidade, em consequência da pandemia, que afetou as atividades sobretudo no 2º trimestre. Também o EBITDA recuou 28%, para 8,3 milhões. Os custos operacionais diminuíram 9,3% para 70 milhões de euros.

No comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa destaca que primeiros 3 meses de 2020, os resultados Líquidos aumentaram 22% comparativamente ao período homólogo e o EBITDA cresceu 18%. Mas no 2.º trimestre, decresceram 76% e 38%, respetivamente, como resultado dos efeitos da pandemia de Covid-19.

As receitas de publicidade caíram 14,5% no semestre, para 47,4 milhões de euros, enquanto as receitas de subscrição de canais recuaram 6%, para 16,5 milhões de euros. Já as receitas de IVR [chamadas de valor acrescentado] subiram 6,2%, para 6,7 milhões, assim como as receitas de circulação, que evoluíram2,8%, para 4,9 milhões.

As receitas de televisão caíram 10,7% para 67,2 milhões de euros e as de publishing recuaram 15,4% para 10,2 milhões. Neste último segmento de negócio, as receitas de circulação cresceram 2,8%, mas o destaque vai para os proveitos da subscrição digital do Expresso, que aumentaram 41%, representando 23% do total das receitas de circulação. Segundo o grupo, a aposta no digital refletiu-se no peso no total das receitas de publicidade e circulação, representando atualmente 22% de proveitos da área do publishing. Só no 2.º trimestre, o Expresso atingiu 100 mil exemplares vendidos e uma média de 43 mil exemplares de circulação digital paga.

Quanto às perspetivas, o grupo avança que, cumprindo "o Plano Estratégico para o triénio 2020-2022, complementará as suas atuais atividades com o crescimento para novas plataformas, indo ao encontro de mais e novas audiências e aumentando e diversificando o seu portfolio de conteúdos".

Tendo em conta os "novos desafios aportados pela Covid-19 ao contexto nacional e internacional, a Impresa permanecerá focada na geração de receitas, aumento de eficiência operacional e redução do endividamento líquido, tendo em vista a progressão de resultados e o decréscimo do rácio Dívida Líquida/EBITDA".

Adianta-se que foi realizado um levantamento dos potenciais impactos da Covid-19 na atividade e elaborado um plano de resposta, que contempla um plano de contingência para assegurar o regular funcionamento das suas participadas, em particular da continuidade das emissões dos diversos canais de televisão, bem como a atividade do jornal.

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